Canadenses fazem ‘humor negro’ com a sua própria morte
Mais do que deixar uma marca durante a sua vida, os canadenses estão cada vez mais interessados em deixar a sua marca após a morte. As lapides com epitáfios personalizados estão em alta
A escritora , Nancy Millar, estudou campas e túmulos por todo o paÃs e concluiu que nos últimos 20 anos o número de epitáfios escritos pelos próprios falecidos aumenta cada vez mais.
Fartos o tradicional ‘eterna saudade’ ou ‘descansa em paz’, os canadenses apostam em coisas mais mundanas como ‘Preferia estar em Boston a ver um jogo dos Red Sox’, como se pode ler numa campa da cidade de Saskatoon.
Tentei mostrar que os canadenses são interessantes, ainda mais com os seus túmulos, diz Nancy Millar, que escreveu o livro A Última Palavra: O Livro dos Epitáfios Canadenses.
Segundo a autora, uma das frases mais comuns é ‘Eu disse que estava doente’.
Mais curioso é um epitáfio encontrado em Alberta, que diz: ‘Aquele que morre com mais brinquedos é quem ganha’. Outras frases usam citações de autores famosos ou figuras públicas como ‘Pesando todos os fatores, preferÃamos estar na Filadélfia’, uma frase de W.C. Fields.
Segundo uma empresária do setor das lapides , as campas personalizadas representam cerca de 40% do total, o que é muito, ainda mais se pensarmos que a maioria das pessoas não tem tempo de ‘preparar’ a própria morte.
Se no passado a BÃblia era a principal fonte de inspiração, esta vem de todos os lados agora. Para os amantes do ar livre há o ‘Fui pescar’; para os seguidores de televisão há o ‘Continua..’; para os mais românticos há ‘Vamos dançar ao luar’; e por fim, para os mais brincalhões, nada como ‘Não estou aqui, fui beber uma cerveja’.
EC com Reuters
Deixo aqui algumas sugestões :
Parei de fumar.
Estou aqui contra minha vontade.
Pensei que o marido dela estava viajando.
Deixe a sua sugestão nos comentários.
Assuntos Relacionados: