Acusado de fraude, Silas Rondeau pede demissão do governo Lula
O ministro das Minas e Energia, Silas Rondeau, pediu demissão do cargo na noite desta terça-feira em BrasÃlia. Ele tomou a decisão após se reunir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio do Planalto.
Rondeau é investigado pela PF (PolÃcia Federal) pelo suposto recebimento de R$ 100 mil em propina para favorecer a empreiteira Gautama em uma licitação do programa Luz para Todos, que faz parte do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). A fraude foi descoberta durante a Operação Navalha.
Segundo interlocutores do ministro, ao deixar o cargo ele negou todas as acusações, mas disse que não quer mais causar constrangimentos para o governo federal. Ele também decidiu não falar com a imprensa na noite desta terça-feira. O PMDB já reivindica o direito de indicar o novo titular da Pasta.
HISTÓRICO - Dois assessores do Ministério de Minas e Energia - Sérgio Luiz Pompeu de Sá e Ivo Almeida Costa, este último o chefe de gabinete do ministro -, foram presos pela PolÃcia Federal na operação.
Na segunda-feira, o ministro foi aconselhado pelo senador José Sarney (PMDB-AL), colega de partido, a deixar o cargo no governo para poder se defender das acusações. Foi Sarney quem articulou a indicação de Rondeau ao Ministério de Minas e Energia.
O senador disse não acreditar no envolvimento do colega, mas prevê que o afastamento dele é a melhor maneira de provar inocência no escândalo.
No Paraguai, onde viajaram para a assinatura de acordos bilaterais, Rondeau e Lula já haviam se reunido a portas fechadas, e interlocutores do governo comentaram que o tom do discurso do presidente não foi dos mais amenos.
OPERAÇÃO - A Operação Navalha foi um dos temas da reunião de Lula com os ministros da equipe de coordenação polÃtica, na manhã desta terça-feira no Palácio do Planalto. O ministro da Justiça, Tarso Genro, fez um relato sobre a operação e o presidente considerou que as investigações devem ir a fundo, “doa a quem doerâ€.
Participaram da reunião os ministros de Relações Institucionais, Walfrido dos Mares Guia; da Casa Civil, Dilma Rousseff; da Secretaria Geral da Presidência, Luiz Dulci; da Secretaria de Comunicação Social, Franklin Martins; da Justiça, Tarso Genro; do Planejamento, Paulo Bernardo; e o vice-presidente José Alencar.
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, faz parte do grupo, mas está em Assunção (Paraguai) para uma reunião extraordinária do Conselho do Mercosul.
Fonte: Diário do Grande ABC
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